Dec 3, 2009

Eventos importantes, não perca!

5 de dezembro

Salvador, Bahia

Marcha da Maconha Salvador 2009

Sábado, 16h

FAROL DA BARRA

CONTATOS: (71) 81771488 ou
contatoananda@gmail.com


8 de dezembro


Rio de Janeiro, RJ.

Contribuiçõe
s da Juventude para o Debate sobre Drogas

O encontro acontecerá no Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo) dia 8 de dezembro (terça-feira), às 19:00h. A entrada é franca e estará sujeita à lotação da sala.

As ideias discutidas serão apresentadas para a Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia (CBDD) para a formulação de propostas públicas de mudança na atual legislação.


15 de dezembro

São Paulo, SP

Lançam
ento do livro: Música brasileira de ayahuasca

O lançamento acontecerá na Livraria Cortez, Rua Bartira, 317, Perdizes.

Este charmoso livro de bolso dá destaque ao tema da música nas religiões ayahuasqueiras do Santo Daime (nas suas vertentes Cefluris e Alto Santo) e da União do Vegetal (UDV). Autores: Beatriz Caiuby Labate, Pesquisadora Associada do Instituto de Psicologia Médica da Universidade de Heidelberg (http://bialabate.net) e Gustavo Pacheco, Doutor em Antropologia pelo Museu Nacional



Brasileiros na Reform 2009 - relatos, opiniões e reflexões de quem esteve lá.

A International Drug Policy Reform Conference (reform), foi realizada este ano na cidade de Albuquerque - Novo México, EUA, entre os dias 12 e 14 de novembro.

Esta conferência, que foi realizada pela primeira vez em 1989, teve seu maior público este ano, com mais de mil pessoas presentes: americanos de virtualmente todos os estados e pelo menos uma centena de representantes do mundo todo. Uma plateia diversa, mas composta, em sua maioria, por ativistas e membros de organizações não-governamentais.

A Psicotropicus tradicionalmente participa desta reunião, e este ano não poderia faltar. Desta vez a Psicotropicus, em parceria com o Open Society Institute e a Drug Policy Alliance, conseguiu reunir e patrocinar a participação de 9 brasileiros. Além de cinco membros de sua equipe ( Luiz Paulo Guanabara, João Pedro Pádua, Marisa Felicissimo, Vera Da Ros e Maíra Fernandes) a comitiva brasileira contou, também, com a presença de outros ativistas e especialistas da área de drogas do Brasil (Ela Wiecko, advogada, Ministério Público Federal, William Lantelme, fundador do growroom.net, Edward Mac Rae, antropólogo e Tarcísio Andrade, médico, ambos professores da Universidade Federal da Bahia).

Este grupo foi reunido, não só por sua diversidade e experiência na área de drogas, mas também por seu potencial e capacidade de defender, de forma mais eficiente, ao retornar, mudanças na política de drogas no Brasil. Esta “comitiva brasileira”, como informalmente foi chamada, somada a pelo menos mais 4 outros brasileiros, que participaram de forma independente, tiveram a oportunidade, não só de conversar entre eles, sobre temas importantes para o futuro da reforma das leis e políticas de droga no Brasil, mas também, tiveram a oportunidade de mostrar, a pessoas do mundo todo, um pouco do que está acontecendo no campo das drogas no Brasil. Além de conversas individualizadas e em pequenos grupos, pelos corredores, nos intervalos e durante almoços, jantares e cofeebreaks, três brasileiros tiveram ainda a oportunidade de apresentar temas de sua experiência em diferentes painéis.

A maioria dos brasileiros presentes, apesar de terem grande experiência como profissionais e ativistas da área de drogas, nunca haviam participado de uma conferência como esta, tão política e focada no ativismo e com palestrantes e público com formação e atuações tão diversas.

Alguns estranharam e outros se estarreceram com o discurso entusiasta e motivador de Ethan Nadelmann. Uns sentiram falta de temas como o crack e o tratamento da dependência química e sentiram-se deslocados quando os temas tratados eram sobre questões tão particularmente americanas. Mas uma coisa é certa, todos saíram dali convencidos de que o movimento pela reforma das políticas de drogas cresceu e se profissionalizou, agregou jovens, usuários de drogas, mulheres, políticos de alto escalão, acadêmicos de peso e profissionais de diversas áreas.

Aqui você vai encontrar relatos produzidos por estes brasileiros, que tiveram a oportunidade de participar daqueles magníficos 3 dias de evento.

Relatos:

Preparativos e Pré- conferência

Abertura, discurso de Ethan Nadelmann

Plenária central: Alex Wodak - Reforma das leis: o começo do fim

A participação brasileira

Ayahuasca: usos tradicionais e adaptações modernas

Reflexões:

Bons ventos sopram do deserto

Reflexions from outside


Reform 2009 - A participação brasileira

Este ano a presença brasileira na conferência Reform foi ainda mais expressiva. Além dos 9 brasileiros, reunidos e financiados pela Psicotropicus em conjunto com a OSI e DPA, mais 4 brasileiros marcaram presença na edição 2009 da Conferência Internacional pela Reforma das Políticas de Drogas.

Além de conversas individualizadas e em pequenos grupos, pelos corredores, nos intervalos e durante almoços, jantares e cofeebreaks, três brasileiros tiveram a oportunidade de apresentar temas de sua experiência em diferentes painéis. O único problema foi que os três se apresentaram no mesmo dia e horário, dividindo, assim, a nossa audiência. Mas, graças ao esforço da nossa equipe, conseguimos reunir relatos das três apresentações, que serão resumidos aqui.

William Lantelme Filho, fundador do growroom.net, participou da seção Marijuana’s Cultural Moment.
William apresentou o growroom.net, o maior fórum virtual sobre cannabis em língua portuguesa, com cerca de 1500 participantes que discutem assuntos tão diversos quanto métodos de cultivo caseiro da cannabis e reforma das leis de drogas. William também falou do movimento da Marcha da Maconha no Brasil. Movimento que vem crescendo enormemente apesar das sucessivas proibições impostas pela justiça. A proibição, neste caso, gerou um efeito favorável. O movimento cresceu, organizou-se em suas bases regionais, saiu da clandestinidade e se tornou um movimento legítimo pela reforma das leis sobre a maconha no Brasil e através de ações na justiça, conseguiu realizar marchas com centenas de pessoas em diversas cidades e ainda ganhar apoio do Ministro do Meio-ambiente. Propostas de reforma, como a descriminalização do usuário e a regulamentação do auto-cultivo da maconha, ganharam não só as ruas, mas também a popularidade nos canais virtuais e apoio de políticos importantes, acadêmicos, juristas e organizações não-governamentais. O tema legalização, nunca foi tão abordado pela mídia de massa no Brasil, como foi neste ano.

Edward MacRae, antropólogo, pesquisador e professor da Universidade Federal da Bahia, participou da seção Ayahuasca: Traditional Uses and Modern Adaptations.

Edward resgatou a história das religiões sincréticas no Brasil, em especial o Santo Daime, que utiliza o chá de ayahuasca, como parte de seus rituais. Tradicionalmente, a ayahuasca sempre foi usada por povos da região norte e dentro de rituais religiosos bastante protetores. Edward fez um relato da pesquisa oficial, da qual participou, que possibilitou a regulamentação do uso ritual da ayahuasca no Brasil, inclusive para crianças e adolescentes praticantes da seita. O público presente colocou diversas questões sobre a possibilidade do uso medicinal e de tratamento das dependências, de como transportar a planta, dos usos rituais ou não, demonstrando claramente o interesse dos americanos pelo tema.

João Pedro Pádua, advogado e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e diretor Jurídico da Piscotropicus – Centro Brasileiro de Políticas de Drogas, participou da seção Confronting the U.S. War on Drugs in Latin America: Local and Regional Strategies.

João Pedro abordou os dois principais tópicos sobre política de drogas no cenário público brasileiro atual: a pesquisa financiada pelo Ministério da Justiça e um projeto de reforma da atual Lei de Drogas, que deve chegar ao Congresso Nacional em breve. A pesquisa, coordenada pelas professoras Luciana Boiteux, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Ela Wiecko Wolkmer de Castilho, da Universidade de Brasília, estudou todas as decisões judiciais do Rio de Janeiro e de Brasília que condenaram pessoas acusadas de tráfico de drogas durante o período logo após a edição da atual Lei de Drogas. As conclusões de estudo confirmaram que o típico “cliente” do sistema penal de repressão às drogas, é o pequeno traficante de varejo, preso sozinho e em flagrante, sem arma de fogo ou uso de violência, e sem ligação aparente com associações criminosas – organizadas ou não. Quanto ao tema do projeto de Lei, João Pedro esclareceu que, por iniciativa do deputado Paulo Teixeira (PT/SP), está-se trabalhando em um projeto que visa a reformar a atual Lei de Drogas brasileira, com o fim de descriminalizar definitivamente o uso de drogas e condutas relacionadas a esse uso – seguindo o modelo instituído, com sucesso, no ano de 2001, em Portugal –, e com o fim, ainda, de punir pequenos traficantes, sem ligação com a criminalidade violenta, com penas alternativas, que não envolvam tempo de prisão e todas os problemas que o aprisionamento acarreta. João Pedro fechou a sua apresentação destacando que não se deve perder o momento favorável para tornar corriqueiro e permanente o debate e os discursos públicos sobre drogas e políticas de drogas, não só na grande mídia e em espaços institucionais, mas também em espaços públicos informais e não-institucionalizados, como forma de combater o tabu em torno do tema drogas e política de drogas.


Dec 1, 2009

World AIDS Day special - how Brazil's HIV/AIDS policies became a model to the world.


In this edition of CNN Vital Sings, Dr Sanjay Gupta very well shows to international audience, Brazil's response to the HIV/AIDS fight, that has been widely praised and adopted as a model around the world.


You can also watch the video that shows some of the campaigns and tells, among other things, that the Brazilian government once refused 40 million dollars on aid money from US, in order to keep its policy of not criminalizing prostitution, condemned by the US.

The program was exhibited at CNN on August 27, 2009, and I was just waiting for a good excuse, like the World AIDS, to post it here.

Brazil jolted the global health community in 1996 when it began guaranteeing free anti-retroviral treatment to HIV/AIDS patients.

Coupled with government-supported prevention efforts and aggressive public awareness campaigns, the so-called Brazilian response has been hailed as a model for developing countries.

Prevention campaigns, which often take the forms of candid public awareness ads with slogans like "Be good in bed, use a condom," have resulted in widespread knowledge of HIV.

According to a recent study conducted by the country's Ministry of Health, Brazil boasts one of the highest rates of knowledge globally when it comes to HIV avoidance and transmittal.

Brazil was "the first country to realize there is no separation between prevention and treatment," Mauro Schechter, professor of infectious diseases at the Federal University of Rio de Janeiro, told CNN.

Schechter, who has studied the HIV/AIDS epidemic since 1989, said it took the rest of the global health community some 15 years to realize that the two go hand-in-hand.

The comprehensive response has extended the lives of tens of thousands of Brazilians and saved the government billions, researchers estimate.

A recent study published by researchers from Brown University and the Harvard School of Public Health said that Brazil has saved $1 billion alone by producing its own generic versions of HIV/AIDS medicines and negotiating discounts for imported drugs.

Those drug savings come on top of the estimated $2 billion the program has saved Brazil in hospital costs between 1996 and 2004.

New Challenges

Brazil's efforts to reverse the tide of the AIDS epidemic have become the object of admiration in the global health community, but the trailblazer is encountering new challenges.

When Brazil decided to guarantee free anti-retrovirals, there were 10,000 people being treated and it was organized as a program to treat a small amount of people for a limited amount of time, according to Schechter.

Patients are living longer and oftentimes able to get their disease under control, thanks to combination therapies, better known as drug cocktails. But that means they also require drug treatment for a longer period of time.

Furthermore, as HIV has evolved from an acute illness into a chronic disease, patients have also become vulnerable to other health risks and medical conditions.

Valdileia Veloso is the director of the Institute of Clinical Research at the Oswaldo Cruz Foundation, a public health research institution in Rio de Janeiro.

She told CNN patients are presenting with complications of chronic HIV and AIDS, which requires new treatment. "It's a new challenge for us," she said.

Heart disease is one of the big problems that doctors are encountering. While there's a system in place to prevent people from dying from HIV, preventable causes like heart conditions are causing deaths.

"These people are dying from preventable causes," Schechter told CNN.

While Brazil has shown that providing universal access to treatment can be achieved, it needs to modify its approach to treat the evolving disease, he said. "If the epidemic changes face, you need to adapt."

Real stories

Sonia, a single mother with HIV in Brazil, travels four hours to reach a government-run health facility that provides her with free drug treatment.

The journey is long, she told CNN, but it's a small price to pay for the government-provided drugs that have helped keep her out of the hospital for the past 11 years.

Sonia is just one of the many Brazilians who have benefited from the country's novel approach to fighting the HIV/AIDS epidemic.

For Sonia, government-funded treatment comes in the form of 20 pills. Taken daily, the anti-retroviral medicine has helped keep her HIV at bay.



House of Cards - Any resemblance to reality is NOT pure coincidence.

Underwood's speech in House of Cards shows astonishing resemblance to Bush's address to the Congress in 2001 when the War on Terror...