Realmente assustador! Só faltava aparecer aquela cena clássica de Psicose (Hitchcock), só que desta vez com uma pedra de crack esfaqueando o usuário no chuveiro.

Quando veremos campanhas que não usam o medo para tentar afastar as pessoas da droga? Já não provaram que isso não funciona?!

O Coletivo DAR publicou excelente crítica à campanha e a toda essa contraproducente histeria em torno do crack no Brasil. Reconhecemos que o crack é uma droga que causa muitos danos, principalmente aos usuários mais vulneráveis (jovens, pobres, moradores de rua), mas está longe de ser o demônio que pintam.

Uma droga não pode receber a culpa de todas as mazelas da sociedade e temos sempre que lembrar que o crack provavelmente nem existiria se não vivêssemos sob o sistema proibicionista (veja detalhes da história do surgimento do crack no texto do DAR).

Campanhas e ações deveriam ser focadas na redução da vulnerabilidade, da pobreza, do abandono e das inúmeras carências. Deveriam promover a auto-estima, a autonomia o poder de decisão e de resiliência e não o medo. Pois a final, como já dizia o ganhador do Nobel e defensor dos direitos humanos Aung San Suu Kyi: "o medo não é o estado natural de povos civilizados."





1 comments:

Ontem_vem_chegando said...

Na condição de ex-usuário entendo que consumir crack é, na melhor das hipóteses, perder tempo explorando sensações. Enquanto isso, o governo disperdiça dinheiro em campanhas desse jaez. Campanhas assim não alteram o quadro nem para o bem nem para o mal. Simplesmente são inertes.

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