A comissão de políticas de drogas do Reino Unido, publicou no dia 30 de julho, um relatório sugerindo a mudança do foco do policiamento para combater a violência relacionada ao comércio de drogas ao invés de simplesmente fazer apreensões e detenções.

O executivo-chefe da Comissão, Roger Howard insistiu que não estava pedindo à polícia para "tolerar" o comércio de drogas, mas disse que deveríam voltar a atenção para as atividades mais nocivas. A Comissão pretende concentrar esforços para questões como combater a violência armada, a exploração sexual e o uso de crianças como "olheiros" ou "mulas". Forçar traficantes para longe de zonas residenciais, onde as crianças brincam e as pessoas podem ficar intimidadas, para áreas como zonas industriais, diz ele, não iria reduzir a quantidade de droga, mas iria diminuir o seu impacto.

A organização inglesa Transform comentou o relatório:

O relatório sugere muito claramente que existem "consequências indesejadas" ao se fazer cumprir as leis de drogas e cita o chefe da UNODC, Antonio Maria Costa em seu artigo de 2008 "Fit for Purpose".

A Transform considera o relatório válido por sua clareza em demonstrar que enforçar as leis também causa danos e por pedir uma análise do impacto destas atividades. No entanto, é da opinião da Transform que a estratégia nacional de drogas do Reino Unido é parte de uma global "guerra às drogas", (mesmo tendo o Czar das drogas dos EUA e Roger Howard alegações em contrário). E é a aqui que reside o problema do relatório da comissão que, como o relatório de Costa, pede apenar por "mudanças estraégicas" na guerra às drogas e não o fim dela.

Se quisermos realmente eliminar os 'danos' causados pelo sistema de controle de drogas não precisamos de armas mais inteligentes, temos de acabar com a guerra às drogas como um todo, e substituí-la por um regime normativo com base em desenvolvimento humano, segurança e direitos humanos - os três pilares da ONU, - conclui a crítica da Tranform.


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