Aug 6, 2009

SENAD nas mãos dos militares, lamenta Nadelmann.

Em entrevista concedida ontem, no Rio, Ethan Nadelmann fala do papel do Brasil nas reformas das políticas de drogas. Elogia Lula e a inclusão da Redução de Danos na política nacional, mas lamenta que a SENAD ainda esteja nas mãos dos militares e não da saúde.

UOL Notícias - Como você vê o papel do Brasil neste debate?
Nadelmann - O Brasil tem um forte potencial de liderança na América Latina e nas organizações internacionais. Assumiu esse papel na questão da relação entre HIV e as drogas injetáveis, adotou de forma relativamente rápida políticas de redução de danos e tem uma tradição de uma sociedade em que essas questões podem ser debatidas. Um exemplo disto foi o papel de Fernando Henrique Cardoso na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. A comissão defendeu a descriminalização da maconha, políticas de redução de danos, foco em saúde pública e criticou a política de guerra às drogas. FHC teve um papel fundamental neste movimento. Em 1998, minha organização encaminhou um abaixo-assinado a Kofi Annan, e um dos signatários foi Lula. Além disto, o Brasil conhece os efeitos da proibição no incremento da violência nas favelas. Infelizmente, a coordenação da política antidrogas do governo parece estar com os militares, não com a saúde.

Veja a entrevista completa no site da UOL.

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