Em entrevista concedida ontem, no Rio, Ethan Nadelmann fala do papel do Brasil nas reformas das políticas de drogas. Elogia Lula e a inclusão da Redução de Danos na política nacional, mas lamenta que a SENAD ainda esteja nas mãos dos militares e não da saúde.

UOL Notícias - Como você vê o papel do Brasil neste debate?
Nadelmann - O Brasil tem um forte potencial de liderança na América Latina e nas organizações internacionais. Assumiu esse papel na questão da relação entre HIV e as drogas injetáveis, adotou de forma relativamente rápida políticas de redução de danos e tem uma tradição de uma sociedade em que essas questões podem ser debatidas. Um exemplo disto foi o papel de Fernando Henrique Cardoso na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. A comissão defendeu a descriminalização da maconha, políticas de redução de danos, foco em saúde pública e criticou a política de guerra às drogas. FHC teve um papel fundamental neste movimento. Em 1998, minha organização encaminhou um abaixo-assinado a Kofi Annan, e um dos signatários foi Lula. Além disto, o Brasil conhece os efeitos da proibição no incremento da violência nas favelas. Infelizmente, a coordenação da política antidrogas do governo parece estar com os militares, não com a saúde.

Veja a entrevista completa no site da UOL.

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