Hoje pela manhã li uma notícia que me deixou feliz, com uma pontinha de esperança de que essa tal "guerra às drogas" pudesse acabar. Mas há poucos minutos resolvi rever as notícias e a pontinha de esperança se foi.

Duas notícias: em uma um governante de alto escalão pede o fim da Guerra às Drogas e na outra um coro de senadores pede o aumento das penas para traficantes de crack, que pode chegar ao dobro do que já é. Uma notícia fala dos EUA e a outra do Brasil.

Qual delas será a do Brasil?

É mesmo incrível. Enquanto um país tenta progredir e finalmente dar ouvidos às estatísticas da guerra às drogas, e começa a pensar em alternativas para a pena de prisão, que só ajuda a superlotar ainda mais as prisões, um outro continua insistindo que a solução para os problemas relacionados ao crack está no aumento da pena para quem for pego vendendo crack.

Descubram que é quem!

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=91053

http://online.wsj.com/article/SB124225891527617397.html


E me digam se também foram surpreendidos, ou se sou só eu a inocente ou iludida nessa história.

Vejam também os comentários de Luiz Guanabara no Blog da Psicotropicus

2 comments:

Paraiba said...

Existe algum mito de formação associado ao surgimento dessa substância tão temida, de poder letal tão alardeado? (Mitos são deveras pertubadores). Fui surpreendido sim, de modo paradoxal, com a mesmice do senador Sérgio Zambia si, bem como com o discurso do Mr. Kerlikowske (desta feita, positivamente). Podemos, todavia, estar iludidos. Assuntos urbanos são difíceis. Acho que devo ir à floresta um dia, auxiliar no desenvolvimento de mitos florestais. Seu blog é muito legal.

Incaico said...

"A novidade veio dar à praia
Na qualidade rara de sereia
Metade, o busto de uma deusa maia
Metade, um grande rabo de baleia..."
Marisa, a surpreendente fala da autoridade norte-americana deve ser articulada com outras falas igualmente importantes e inseridas nesse debate
onde o equilíbrio e o desequilíbrio parecem equidistantes, para não cair (a fala) no vazio, no esquecimento. O senador, por sua vez, representa a outra ponta do jogo dialógico...até podemos fazer careta para o surrado discurso, mas, o que se pode fazer em s tratando de questão tão complexa? Fico com a sensação de que o buraco é mais embaixo...
"E a novidade que seria um sonho
O milagre risonho da sereia
Virava um pesadelo tão medonho
Ali naquela praia, ali na areia..."

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